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Desnutrido são não há...

 

Antes que cheguemos ao texto de maior interesse, há abaixo deste, um outro, que acima de quaisquer outros, deveria ficar, pois este sempre se faz necessário aos leitores que se encontram muito fracos, a ponto de lhes faltar alento para bem interpretar quaisquer outros textos com os quais possam se deparar:

Em princípio, para que seja bem entendido um princípio essencial para o nosso bem viver, consideremos que seja o trigo, que debaixo da terra vem, para em sua superfície, se tornar pão, representante de todos os alimentos, dos quais depende o nosso corpo.

Cópula em um sentido único e primeiro, pois um segundo ou mais, neste espaço, não prevalecerão, significa tão somente, união. Assim, no contexto abaixo, destaco a união necessária que há entre o pão de trigo e o corpo humano; em seguida, sublinho outra união que há entre outro pão - aquele que vem do alto - e o ente que sustenta a matéria humana, ainda que a transcenda, qual seja o espírito. O que destaco ou sublinho, neste segundo momento, se apoia na mesma essência que usara para destacar ou sublinhar o que no primeiro momento, requereu a minha atenção, pois, diferente não poderia fazê-lo, uma vez que de igual forma, saudáveis hão de ser o corpo e espírito humanos. 

 

Humanos que somos, reproduzimos de forma sexuada, assim torna-se essencial que tenhamos o forte desejo de atender aos anseios da carne, quando esta se dispõe à união com a sua semelhante.

De carne, que tanto desejamos saborear, quando possível não for, só de falar dela, nos traz sabor, a ser assim, falemos:

Para falarmos da saborosa carne, é questão de tempo; tempo que rapidamente haverá de chegar, mas, até que chegue, falemos de algo que à carne muito interessa, pois, para desempenhar-se melhor, é melhor que esteja hígida; assim, da bem nutrida pessoa falemos:

Sabemos que desde a nossa concepção, inicia-se em nosso corpo, para promover o desenvolvimento e manutenção da nossa vida, um processo de absorção e incorporação de elementos químicos que perdura por todos os nossos dias. À esta atividade fisiológica damos o nome, nutrição. Entendemos que se este processo for adequado, adequada será a nossa existência orgânica; sabemos também, que se houver falhas nesta sequência fisiológica, sobretudo, durante o nosso período de crescimento, nos depararemos com a desnutrição.

Desnutrição é doença grave; seus sinais e sintomas surgem de forma insidiosa, portanto, muita vez, conduz o enfermo às consequências inesperadas e danosas, quase sempre, irreparáveis; tal afecção - a desnutrição - se instala na vigência de uma dieta inapropriada que se dá por conta da insuficiente ingesta de alimentos ou pela baixa qualidade dos mesmos, ou ainda, pelo mau equilíbrio dos nutrientes ofertados ao organismo; assim, surge a desnutrição que pode ser por carência específica de um ou de outro alimento que compõe a nossa dieta habitual; com esta ocorrência, caracteriza-se uma doença carencial específica de consequências singulares.

Para bem completar este último parágrafo, que fique aqui o seguinte exemplo:

A carência de vitamina “D” resulta no raquitismo das crianças, e na osteomalácia dos adultos. Ambas as moléstias, são caracterizadas pela perda de minerais a partir dos ossos, a ensejar deformidades do esqueleto, tais como pernas arqueadas. Pelo raquitismo, as extremidades dos ossos longos são envolvidas em detrimento do crescimento do corpo; ocorre também na vigência desta enfermidade, a mineralização inadequada do esmalte dentário e da dentina; já a osteoporose, sinal essencial da osteomalácia, mais comum na terceira idade, que tem sido também associada com uma perturbação do metabolismo da vitamina “D”, caracteriza-se pela perda óssea, especialmente a dos ossos longos, e não apenas pela desmineralização dos mesmos. Contudo, a forma muito comum e não menos grave de desnutrição, é a desnutrição hipocalórica e hipoprotéica, ou seja, aquela que surge em decorrência da ingestão inadequada de todos os nutrientes; suas consequências são realmente muito funestas; assim, ao óbito, muita vez, são conduzidos os acometidos por tal afecção.

Ao desnutrido é comum um coração com perda de massa muscular; em estágio mais avançado haverá insuficiência cardíaca que pode culminar com a morte do enfermo. O seu sistema imunológico torna-se inapto, pois o corpo carente de nutrientes, não produzirá a contento, as células de defesa, logo, comum tornam-se as oportunistas infecções subsequentes. A cicatrização de ferimentos dos quais poderá ser vítima a pessoa desnutrida, é lenta, e em casos frequentes, não se consolida aquela. A evolução de outras doenças quando concomitantes a esta moléstia primária - a desnutrição - se estende por maior tempo.

O indivíduo portador de desnutrição, se por algum motivo nem mesmo relacionado com esta doença de base, tiver que se submeter a uma intervenção cirúrgica, ainda que de pequeno porte e sem maiores riscos pelo ato em si, poderá ter severas complicações por conta daquela doença; assim, muita vez, as cirurgias eletivas, as quais, por contingência, haverá de se submeter este indivíduo, são postergadas até que ele tenha maior segurança diante da intervenção proposta; evidentemente, se necessário for um procedimento cirúrgico, à frente de uma morbidade aguda, este mesmo paciente, correrá grande risco de perder a sua própria vida.

Percebe-se, muita vez, de forma sutil, que na vigência das limitações impostas pela desnutrição, já no seu insidioso curso, quando ao nosso corpo, diante do estresse, exigimos a fuga ou o enfrentamento, que são condições únicas e imanentes deste nosso inimigo maior, nos falta força para aquela, ou para esse, logo, inevitavelmente, se não esmorecermos, perecer, nos restará... 

A tônica que mais se acentua neste tema, ou seja, a desnutrição, é a impossibilidade de sua cura de forma lesta, pois de lenta maneira tendo ela minado o organismo, do mesmo modo, também dela se livrará o desnutrido corpo; logo, restaurá-lo - este corpo desnutrido - requer tempo, pois o organismo enfraquecido pelos efeitos da fome crônica, não tem energia para desses se livrar; assim, durante o período de tratamento, o organismo torna-se vulnerável a quaisquer intercorrências, podendo ser vítima fatal, de afecção comum e branda, que consequência quase que nenhuma, traria aos corpos rijos.

Da desnutrição mais grave que pode atingir o ente humano e que muito se assemelha, em sua gênese, com a desnutrição orgânica que sumariamente, descrevemos acima, falemos:

Trata-se da desnutrição espiritual; a ocorrência desta, se comparada àquela - a carência orgânica - a notaremos com frequência ainda maior. A fisiopatologia destas enfermidades é semelhante entre si, quando não idêntica; a diferença se faz notar, tão somente pela natureza dos elementos nutricionais, porém há uma consequência própria da desnutrição física, que também fustiga o espírito desnutrido, qual seja o prognóstico reservado para as vítimas destas afecções crônicas, ou seja, tanto para o corpo mal nutrido quanto para o espírito desnutrido, o prognóstico é sempre funesto.

Para bem completar este último parágrafo, que fique em seguida, de forma explícita e concisa, a causa desencadeante deste mal - a desnutrição espiritual - e que bem valha uma epígrafe: Ao se alimentar vorazmente só do ter e do poder, o homem se esquece de ser ao Ser!*

À semelhança da desnutrição orgânica, na vigência de uma enfermidade espiritual, a impossibilidade de cura abrupta para este desnutrido, se torna presente, pois de maneira lenta, ao minar o corpo, ou antes, ao minar o espírito deste, também de maneira lenta, se livrará ele daquela afecção. Tal qual fora dito acima, sobre o corpo desnutrido, concernente às causas que o levam à desnutrição, notamos estreita similitude com as causas da desnutrição espiritual; logo, o espírito, uma vez enfraquecido pelos efeitos da fome crônica, não tem energia para dela se livrar; entretanto, as consequências deste mal - a desnutrição espiritual - são incomparavelmente, bem mais graves, se contrapostas às causas da desnutrição orgânica, pois um espírito carente de alimento, quase sempre ignora o próprio corpo que o contém, ainda que bem nutrido esteja este; assim, durante o período de tratamento, o espírito peco, que o pecado da negligência cultivou, torna-se vulnerável a quaisquer intercorrências próprias do mundo espiritual, com efeito, poderá ser este ente vítima fatal de afecção comum e branda, que consequência quase que nenhuma, causaria aos espíritos hígidos; para esse - o espírito enfermo - a morte mais o desespera, pois, desconhecendo os rumos que há de tomar no “post mortem” é natural que a sua angústia aumente, ou quiçá, tanto cresça a ponto de cedo alcançar a eternidade...

 

PS -

 

A ser assim, ou seja, a ser o que acima fora dito, posso dizer:

Por mais hígido que esteja o corpo, se em ser do Ser não houver interesse do seu espírito, mal nutrida há de ser a pessoa que os contem.

 

Quanto à CÓPULA, se você estiver bem nutrido, a ponto de vê-la tal qual desejei que o fizesse, não espere por orientações de quaisquer pessoas, pois, dispensáveis hão de ser; mas, se desnutrido estiver você, a ponto de com outros olhos vê-la, não vou consumir minhas energias, dando-lhe, nem mesmo um copo d’água...

 

Todos e quaisquer comentários advindos das leituras dos meus textos, se de mim dependerem, serão publicados Ipses literis. Para maior liberdade dos autores deles, não oferecerei réplicas, a menos que sejam para agradecê-los.

 

* Ser - Entre todos os entes que há, há um Ser, e não mais que um pode ser, e eterno, jamais deixará de ser, e de Si mesmo, só Ele pode dizer:

- Ego sum qui sum. - Eu sou o que sou. (Êx. 3 - 14)

 

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


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