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Amanhã, voltarei ao passado...

 

Pelos dias de hoje desencantado estou! Logo, espero que no porvir, hei de encontrar no pretérito, e há de ser o quanto antes, uma vida que me traga alento mais que perfeito.

 

Assim, já amanhã, pela manhã, votarei ao passado! Ou antes, amanhã, que no passado ficará, deixarei o presente. 

Pode o homem, por si só, deste instante, se tornar ausente?

 

A julgar-me sofredor, há alguém que no presente está?

Não! Não há! Pois, só no porvir, haverá quem possa assim agir!

Pode o homem, por si só, deixar de se afligir?

 

No muito distante passado, por ter vindo dos dias de hoje, encontrei-me a sós. Lá, qualquer humano que diferente não conseguira deixar de ser, por seu igual, não me viu.

Poderia o homem, por si só, ser infeliz naquele mundo não hostil?

 

Que maravilha é para a pessoa, viver entre os quase humanos!       

Assim foi meu longo e bom tempo no passado vivido, desejando de lá não mais sair!

Pode o homem, por si só, de viver em um bom lugar, desistir?

 

As quase pessoas, ainda que com grande receio, de mim se aproximaram!

Por temer muito, pouco esperei, para entender que o futuro chegaria!

Pode o homem, por si só, sair do passado, onde tudo que encontrou, foi alegria?

 

Com grande temor, disse-lhes: fiquemos neste presente, pois, do futuro, fugi.

Não detive nenhum ser humano que bem pensava, pois, em mim, quase todos mal acreditaram!

Pode o homem, por si só, deter todos os que pensam?

 

Neste presente, que no passado está, por louco passei, por muito do futuro conhecer; ainda assim, demovê-los não consegui - os quase humanos - depois de lhes dizer:

Neste passado, que no presente está, há liberdade; no futuro, ela vai se esvair...

Pode o homem, por si só, do pretérito mais que perfeito, sair?



PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


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