Que é do seu haver por estar a escrever?

 

De início, a desejar que fiquem deitadas no papel as minhas letras, ou antes, que se mantenham nesta tela, eretas, retas espero antes que permaneçam, logo, logo, ou a qualquer momento, inclinadas ao ofício que se curva às barganhas não devem estar; ainda mais espero que essas mesmas letras abdiquem-se de quaisquer intenções pessoais, e sobretudo, desvencilhem-se das garras da vaidade, para tanto, através de prévias reuniões, sem dissensões, cultivem o propósito único de formar palavras que em conjunto a compor mensagens, possam edificar os leitores quando com estas se depararem. E que esse tão expressivo edificar agora urdido pelas palavras, naturalmente, só meu não haverá de ser, pois, a uma só pessoa não poderá pertencer, uma vez que não se funda em religião, não se vincula a nenhuma escola filosófica, e nem mesmo ultrapassa as estremas da sua própria semântica, a ser assim, esse edificar deve se empenhar em construir, em elevar, em conduzir ao alento, e sobretudo, em induzir os leitores aos sentimentos que possam lhes dar conforto, que possam lhes infundir inclinações para a ética, e, por excelência, que possam lhes deixar apaziguados consigo mesmos.

Ao me envolver com as letras, desejo fazê-lo de maneira, sobremaneira, decorosa, ademais, há mais um motivo que me preocupa, qual seja, as palavras em sua gênese, não se submetem à nossa manipulação, antes, perscrutam a nossa intenção; e antes de alcançarem o lume, a inclinar-se para acolher os nossos sentimentos, erguem-se para desprezar alguns dos nossos desejos, se incongruentes forem estes; a ser assim, as mensagens que as palavras nos trazem ou que por nossas mãos, são entregues a outrem, enquanto grafadas, expressam verdadeiramente os nossos sentimentos, ainda que momentâneos, logo, logo, ou em qualquer tempo, uma vez escritas, por assim dizer, imutáveis e perenes permanecem a registrar os nossos sentimentos, pelo menos, enquanto o papel e a tinta em conluio,  se entenderem para mantê-las em forma e cor originais; quando isto se dá, nossos sentimentos não se perdem...

 

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


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