A homossexualidade é uma enfermidade?*

 

“Estar de acordo com a norma é ser normal, é ser habitual, e, sobretudo, é por necessidade, ser natural”; portanto, por tanto que vale esse axioma, que acima está entre aspas, entre em acordo comigo, e note: não incorro as minhas palavras entre as dúvidas, e não peço socorro à audácia a afirmar:

“Todo e qualquer desvio do estado normal pode receber por sinônimo o termo enfermidade”.

Para que a premissa acima, que é imediatamente evidente, floresça nos áridos terrenos que fecundam a imaginação de algumas pessoas, adubá-la-ei com o seguinte preceito:

À pessoa hígida, a inclinação ao ato sexual haverá de se fazer presente, ao menos, em tempo e por tempo condizentes ao seu próprio período reprodutivo. Bem sabemos que é por excelência, o orgasmo o ardente desejo ensejado pelo próprio ato que o gerou – a relação sexual – que levará as pessoas à perpetuação da sua própria espécie. Também por ser do orgasmo o inerente desejo de se repetir, podemos concluir que esse efeito não haverá de ter por causa única, inicial e primária, a perpetuação da espécie portadora daquele mesmo desejo**. Diante desse período, não este que em curso está, mas o anterior a este, sem incorrer em nenhuma dúvida, também, e tão bem, posso afirmar:

Quando da composição de um casal, se a fêmea ou o macho, por qualquer impedimento orgânico***, não puder procriar, poderemos dizer: ela é doente, ou ele é doente, pois essa ou esse, não pode perpetuar a sua própria espécie!

Agora sim, vem a aspérrima, porém tempestiva indagação:

São sãos dois homossexuais que estão a formar um par de pessoas, quando afirmam: não podemos gerar filhos?

  

* - Para amenizar o impacto deste palavra – enfermidade – ou até para aniquilá-lo, deixo aqui a etimologia da palavra enfermo. Essa palavra vem do Latim, INFIRMUS, ou seja, IN + FIRMUS; que significa literalmente, NÃO FIRME; assim, bem a aplicamos quando dizemos: Uma pessoa enferma não tem a firmeza necessária para tratar de todos os aspectos de sua própria vida.

 

** - A ser a sexualidade humana um valor nobilíssimo e por estar intimamente ligado ao corpo que menor valor não haverá de ter, naturalmente, reconhece-se o seu caráter personalizante, e a sua função hedonista presentes entre as pessoas casadas, e entre os homossexuais, que cassado não podem ver o seu direito à uma legítima e reconhecida, e sobretudo, respeitada relação homoafetiva.

 

*** Causas de impedimento orgânico não inclui em seu próprio índice, apenas as causas objetivas, as palpáveis, ou seja, aquelas que se expressam através de sinais clínicos, mas, também as causas subjetivas, ou seja, aquelas que se revelam através de sintomas.

Para que fique aqui, um exemplo de causa orgânica, porém subjetiva, consideremos esta queixa, ou antes, esta afirmação:  

– Eu posso gerar filhos, mas, para tê-los, nada quero fazer, ou nada consigo fazer!

 

PS - Não se faz acepção de enfermos, mas, assepsia sobre o espaço que os envolve, muita vez, se faz necessária, pois as suas enfermidades podem causar danos a outrem...

  

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua leitura; se os seus olhos alcançarem mais textos meus, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei do seu olhar.

 

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