Apanhando pancadas, e recebendo afagos

 

Em outro sítio meus textos solto, presos só aqui, não devo  deixá-los. Lá ou aqui, ou ainda, em quaisquer lugares, por onde andam, meus escritos falam por mim, pois só de outrem não se limitam a falar; se desejasse vê-los apenas se ocupando com a vida de outras pessoas, não lograria sucesso algum, pois demovê-los deste inerente propósito, ainda que bem dissimulado seja, realmente não consigo persuadi-los, e o que mais preocupante é: não consigo impedi-los que deponham contra mim, muito embora o fazem de maneira absolutamente isenta. Tantos temores assim justificados são: por tantas consequências sofridas, digo aqui não pela primeira vez, pois, já o fizera antes, e em algures, novamente, fa-lo-ei: “Se quisermos passar incógnitos entre as pessoas, e por consequência, incólumes, além de outros expedientes, deveríamos ocultar nossos textos”.

Antes já disse, em alguns outros sítios, por onde andam meus textos, por mim, naturalmente, apanham pancadas dos da casa, e dos de fora; naturalmente lá e cá alguns afagos recebem de uns e de outros; aqui, só recebem afagos, ainda que poucos... Poderiam recebê-los em maior número, se aqui entrassem os de fora a vê-los, ou antes, a vê-los e a ver-me; entretanto, bem sei que dos de casa é mais fácil apanhar afagos de menos e mais pancadas...

Pancadas não importa de onde partem, partem sempre alguma coisa em nós, quando não, nossas cabeças, e até de quando em vez, nossos corações... Já os afagos, dependendo de onde partem, à parte, devem ser deixados, pois alguns, nem mesmo nos atingem, visto que por falta de tato, de status são faltos...

Não importa se recebemos afagos ou pancadas, importa que para compreendê-los e melhor aceitá-los, haveremos de ver suas gêneses, quais sejam se recebemos afagos, afagos temos dado; se recebemos pancadas, pancadas temos dado. Se desejamos receber afagos, de afagos, carentes não deixemos aqueles que de nós, desejam recebê-los. Se não desejamos pancadas, e ainda assim, as recebemos, pancadas de sobra, estamos a oferecer àqueles que no-las devolvem...

Se pancada vai, por efeito, volta, pois, causas para esta, sempre há, ainda que o haver, não deveria existir. Já os afagos há por causas e efeitos, com efeito, ainda que sejam os afagos muito extremados, extremas que os limitem não há de haver.

Ainda de lá - do outro sítio - a falar, digo que com maior frequência, as pancadas são leves, entretanto, por ter a cabeça dura*, moles não são os galos; a ser assim, naturalmente, meus textos só aqui, deveriam bem acomodados ficar; mas, não ficam, por efeito, é estranho que eles contrariem o “naturalmente”?

- Não! Não é estranho, pois avidus laudum** não sou, e sim avidus pugnae***.

 

 * - Considerando a anatomia do corpo humano, e até de outras irracionais cabeças, afirmo não só por mim: quanto mais dura for a estrutura óssea que protege a cabeça, esta, ao receber pancadas, mais danos ao dono da cabeça, pode sofrer.

 

** - “avidus laudum”   -  Desejoso de elogios

*** - “avidus pugnae”  -  Desejoso de luta

 

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


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