Que as mulheres entrem, entre os homens...

 

Ao expor o tema que está logo abaixo, para que eu me exima de qualquer culpa, e para que bem em cima de sua essência, as minhas palavras cheguem, se faz necessário o seguinte preâmbulo:

 

Preâmbulo

 

Ao dar os meus primeiros passos, estava a vacilar o início do meu falar; com efeito, vieram juntos o desequilíbrio e os erros; erros que se perpetuaram... Algum tempo depois, aos sete anos de idade, a rabiscar um caderno de cinquenta laudas pautadas, ou até com menos folhas, não o fiz sem deixar ali os meus erros grafados; grifados ainda há alguns na minha memória, que de sexagenária está a passar...

Por continuar a passar pelo tempo, tempo para refletir encontrei, com efeito, entendi mais, mas não menos ignorei... Ainda assim, fui ganhando força, ao perder ânimo para desprezar as letras; nessa faina continuei até cismar planos de escrever para alguém que possa cismar de ler o que escrevo; para fazê-lo, nos dias de hoje, mais ouço, ouso falar menos, leio o que está ao alcance do meu entendimento, não escrevo de relance, ou antes, a escrever, com muito mais cautela disponho da pena, logo julgo estar entre os prudentes; por efeito dessas práticas, meus erros tornaram-se menos evidentes; quanto às minhas pernas, vez por outra, falta-lhes o desejado equilíbrio...

Anseio, que haja alguém que queira ler-me, logo, logo ou em qualquer tempo, não posso negar que alguma causa move-me ao leitor; ao ver esse desejo realizado, se sucesso terei, não sei, mas se o alcançar, à vaidade gostaria de não ser conduzido por aquela causa...

Bom! Agora antes que você apague de sua mente, o que lido já fora – visto que deste espaço virtual, não é possível fazê-lo – muito a contragosto, pois firo o meu objetivo inicial, tenho que dizer que sou médico; por ser assim, sobre alguns, ou antes, sobre muito assuntos pertinentes ao espaço científico, e mais precisamente, ao espaço biológico, falo ”ex cathedra”; com efeito, me encontro qualificado, o que bem diferente é de dizer – sinto-me qualificado – para discutir assuntos que envolvem o ente humano, enquanto seres vivos que somos. Fez-se necessário dizer que sou médico, pois tal expediente garantirá que eu tenha maior credibilidade para dizer o que em seguida e abaixo, direi; contudo antes ainda devo afirmar: os créditos a mim atribuídos são antes por conta dos fundamentos científicos que conheço bem e bem norteiam o tema que exporei para expor, e não por conta de opinião empírica colhida na ceara aonde estão a lavrar os incautos.

Ao tema anunciado, caminhemos, que já é tempo.

Lendo aqui e ali, deparo-me, frequentemente, com temas discutidos, ou no mínimo, postos em pauta, por pessoas desqualificadas para arrostá-los; entre esses temas, muita vez encontramos aqueles que se fundam na sexualidade humana; por ser assim, falemos de um desses temas, qual seja, há à pessoa a se definir sobre o seu próprio gênero, apenas duas formas dimórficas distintas?

Nenhum ente humano, ao menos, até o presente momento, tem em si a prerrogativa para escolher o seu próprio gênero dimórfico, ou seja, amparado pela natureza, durante a sua própria gênese, nenhum ente humano por sua própria conta, conta com a legítima faculdade para assim dizer: tenho à minha disposição a oportunidade para entre duas opções, fazer a seguinte escolha: ou serei fêmea, ou serei macho! Se assim isso está a ser, não há espaço nesse parágrafo, que está a se findar, às contradições contidas em seu próprio teor.

Portanto, vamos ao que deveria ensejar polêmica:

O homossexual, como tal, muita vez, diz de si: esta é a minha opção sexual! Pensa ele que ao se assumir, a sumir está com o seu dimorfismo sexual e simultaneamente está a reaver os caracteres do seu sexo oposto; sob esse grotesco equívoco, não logrará o mínimo êxito à intenção que tivera, pois ao tentar negar a informação segura que detém sobre o seu real estado físico, manterá o seu próprio conflito de identidade.

Se se considerar que o parágrafo imediatamente anterior a este, reflete uma verdade, e o faz, sem nenhuma dúvida, pode-se com toda segurança, fazer estas duas indagações:

– O que poderá o homossexual, por sua vez, fazer para bem se estabelecer de vez, na sociedade que o contém?

– Podemos discriminar alguém que fora antes discriminado por uma falha da natureza?

Antes de ouvir a sua resposta, para não correr o risco de me deparar com alguma incongruência, atalho o seu raciocínio, poupo-lhe o tempo, e economizo o meu, ao deixar abaixo, a sua resposta:

À primeira indagação, dou esta resposta:

Tal qual um veemente apelo o que peço soa: pessoa és, ou antes, se podes sê-lo, por ti, és digno de ser, pois portas as qualidades que se atribuem exclusivamente aos humanos, quais sejam a racionalidade, a consciência de si, a capacidade de agir conforme fins determinados, e o discernimento dos valores, sobretudo, os valores absolutos e perenes, portanto nada mais precisarás fazer, além de te portares tal qual o fazem as demais pessoas, independentes do gênero ao qual pertencem.

À segunda resposta caminhemos: 

Não! Jamais se pode fazer quaisquer discriminações aos homossexuais cerceando-lhes quaisquer direitos necessários ao ente humano para se definir como pessoa; não se pode mais sobrecarrega-los, pois, sobremaneira, a natureza lhes sobrepôs um jugo pesadíssimo, qual seja a indefinição do seu próprio gênero. Veja que por duas vezes, disse eu, ou antes, eu grafei a palavra “quaisquer”; o fiz por força de expressão e pela força menor que têm as exceções... pois a sociedade não temos a mínima obrigação, de lhes conceder – aos homossexuais – nenhuma prerrogativa que seja exclusiva aos heterossexuais. Entre tantas, falemos apenas das duas mais comumente, reivindicadas por eles – os homossexuais – e pelos seus inconsequentes simpatizantes, ou antes, pelos simpatizantes ou tolerantes à frente dessas reivindicações:

– Queremos nos casar!

Casarem-se não vão, pois, vocês homossexuais não podem fazê-lo. Para lhes negar o direito de contrair matrimônio, tão somente nos apoiamos na semântica do verbo “casar”, portanto essa objeção em si, nada pode fazer para impedir que vocês fiquem juntos, logo se juntos querem mesmo ficar, que se unam entre si, sob a égide deste mesmo verbo – o ficar – assim bem protegidos por um verbo distinto do verbo casar, dividam o mesmo teto, e se amasiem, enfim, fiquem à vontade entre as suas quatro paredes, à fraca semelhança de um casal; eu disse: “entre as suas quatro paredes” e não “entre as quatro paredes” de quaisquer espaços públicos, que mais habitualmente, menos de uma têm.

À a outra reivindicação caminhemos:

– Queremos ser pais, pois formamos um casal em nome do amor!

– Não! Mais uma vez não, pois possível não será, ainda que criar filhos, não seja só pari-los; os outros pré-requisitos vocês não têm. Tal manifestação de desejo, não fica só na dependência do amor, ainda que ele – o amor – seja a base necessária para se promover a criação de um ente humano até que se transforme em pessoa; outro pré-requisito necessário há, e que vocês não podem alcançar, visto que casados, não são; tão somente formam um par.

Eh, Meus amigos! Se eu fosse aqui e agora, justificar estas duas negativas, estaria antes, superestimando a paciência de vocês...

Quando digo “fora discriminado por uma falha da natureza”, estou recorrendo a um eufemismo, pois, correto, seria usar a asserção: “fora cruelmente, agredido durante a sua própria gênese”  – isso é óbvio, pois em condições esperadas e desejadas, espera-se que a natureza propicie a formação de um homem ou de uma mulher, para tanto, ainda no ventre materno, o ovo que haverá de ser um ente humano, se submete às leis da genética, da embriogênese, das injunções epigenéticas, e de fatores outros, não alcançados inteiramente, ainda pela Ciência. A usar menos palavras, de outra forma podemos tornar mais conciso o parágrafo acima ao dizer:

Quando a natureza “discrimina”, o faz, muita vez, em detrimento da vítima, logo, esta, de vez, enferma torna-se...

Agora incrustadas nestas respostas negativas, citadas acima, diante dos dois desejos específicos e mais comuns aos homossexuais, vêm quatro interrogações, para as quais, eu mesmo dou as respostas.

Vejam-nas:

– Você que é homem! Gostaria de ser mulher?

– Você que é mulher! Gostaria de ser homem?

– Você que é homossexual! Gostaria de ser heterossexual?

– Você que é homossexual! Gostaria de ser o que já é?

Vamos às respostas:

Quanto às duas primeiras interrogações, são para elas indistintamente, estas óbvias respostas: não e não.

Vamos adiante com as respostas que podem servir às interrogações seguintes, a terceira e quarta:

– Já que sou uma mulher homossexual, gostaria de ser um homem heterossexual.

– Já que sou um homem homossexual, gostaria de ser uma mulher heterossexual.

Veja que essas duas respostas, que se desdobraram, para com maior clareza responderem a terceira interrogação, destituem de valor a quarta pergunta...

Eh! Meus amigos! Se eu fosse aqui e agora, justificar estas respostas, estaria antes, superestimando a paciência de vocês, assim, logo, vamos às conclusões:

Antes, saiba que para bem aceitá-las, o leitor haverá de analisar com critério e subsídios próprios, as perguntas feitas acima e as suas respectivas respostas, pois nelas está toda a essência que justifica e dá consistência, à abordagem feita sobre este tema, “Que as mulheres entrem entre os homens...”

Que todos nós compreendamos que não discriminar é diferente de ser permissivo, de ser licencioso em nome de reivindicações infundadas, e, sobretudo, antiéticas.

Que fique sempre em nossas mentes, que o ente humano o é por humano ser, e não por quaisquer variações anatômicas e fisiopatológicas às quais a humanidade toda somos susceptíveis. Assim, inquestionavelmente, toda pessoa tem valor único e indistinto de quaisquer outros valos.

Finalmente, reitero, e sublinho: para que sejamos homem, ou mulher, ou homossexual, ou ainda para que sejamos qualquer outro ente humano que bem não se ajusta aos dois gêneros dimórficos próprios ao Homo sapiens sapiens, não passa pela nossa escolha prévia, ou seja, não temos chance de fazer nenhuma opção para nos definir, por ser assim, que não seja imputada a nós, nenhuma culpa pelo nosso genótipo, e menos ainda, pelo nosso fenótipo.

 

PS1 - Em tempo deixo aqui a definição de casamento:

 

Casamento, não de viés, mas sim de forma direita - e é isto que nos importa - reporta-se à casa, e é nesta que está o lar, e é neste que está a lareira, lugar onde se ascende o fogo que aquece e ilumina a sociedade.

Casamento, não de viés, mas sim de forma direita - e é isto que nos importa - reporta-se à casa, e é nesta que está o lar, e é neste que está a lareira, lugar onde se ascende o fogo que aquece e ilumina a sociedade.

Casa sustenta casamento; essa nos abriga; este nos obriga a pensar em erigir; e este nos remete à necessária ereção da família... Para tanto ser edificado, recorre-se tão somente, ao casal, e esta palavra não foi, em nenhum momento, vitimada por nenhuma translação que sofrera, no tempo e no espaço, que pudesse alterar a sua significação; a ser assim, e assim sempre será, podemos dizer: casam-se mulheres e homens, e o fazem de tal modo que assim podemos definir casamento:

“Matrimôniohaverá de ser entre dois entes humanos de distintos sexos, um nexo, ou seja, haverá de ser uma conexão estabelecida entre duas pessoas de SEXOS OPOSTOS, que de tão profunda, envolverá até suas almas. Comunhão tão ímpar, misteriosamente, preserva a individualidade dos cônjuges, ainda que os torne um só corpo. Para que tal singular fenômeno se dê, haverá de se fundar em um preceito necessário, indispensável, e suficiente, qual seja o AMOR INCONDICIONAL”

 

PS2 - Sou cristão! Cultivo entre outros valores absolutos e perenes, um especial – que só abaixo do VALOR/DEUS está – qual seja A VIDA. A ser assim, não concordo com nenhum meio que possa feri-la, entre eles estão o aborto, a eutanásia, a discriminação do ENTE HUMANO, baseada em quaisquer justificativas; finalmente, não aprovo qualquer outra manifestação possível que atente contra ela – a VIDA – ainda que no momento, não possa eu imaginá-la existente.

 

 

PS3 - Não me separo dos meus textos, pois eles falam por mim, e por eles eu respondo; a ser assim, tolero as críticas más, ainda que mal; quanto às boas, bem as recebo. 

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua leitura; se os seus olhos alcançarem mais textos meus, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei do seu olhar. 

 

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