Semper virescit virtus*

 

Àquele que ler o texto abaixo, há de ficar bem claro que não há de ser só minha a concepção de que na sociedade de hoje, nos encontramos quase que irremediavelmente desesperados; estamos a nos destituir dos valores absolutos e perenes que sempre a nós mesmos serviram de apoio, logo, este mal - a carência destes valores - faz-se notar corroendo todas as colunas que sustentam a humanidade.

A ser assim, e lamentavelmente, que assim seja, há muitas pessoas que têm interesse em ver. Se tantas pessoas há envolvidas com as letras, naturalmente, este mal se dissemina, ou para dizer melhor, a grassar entre elas, as letras, encontra-se também.

A continuar a dispensar o uso de meias-palavras, pois penso que já a fazê-lo estou, antes destas palavras inteira que se seguem, digo agora, o que já dissera antes:

““A abrir parênteses, muita vez, quebra-se o texto que carece de reparo, para tanto fazer, subestima-se o raciocínio de outrem, ou remenda-se o nosso próprio que puído fora, a ser assim, sob esta ou essa justificativa, aqui abrirei um deles, e não o farei pela primeira vez, pois vezes por outra, o fizera antes; logo, se necessário for, para conservar o hábito velho, de novo, em algures, fá-lo-ei; pois bem, sem constrangimento, tolere estes que se seguem, pois o faço por minha conta, logo, logo, ou desde já, estou a remendar o meu próprio raciocínio que fora trincado” 

 “Não pensem que estou aqui, a ditar normas, ou, que logo abaixo, o farei”, pois, por apenas poder pensar, para dar sequência ao já dito, digo: “todas e quaisquer manifestações artísticas, inclusive a literária, que entre todas, em destaque maior, há de estar, pois, maior espaço alcança, hão de ter um objetivo único, qual seja o de edificar por encantamento, por admiração, por harmonia, por simetria, etc. aqueles que com elas se deparam.”

Continuemos! Pois tempo já é:

Ainda que esteja eu à reflexão acima, tão pendente, dependente só de mim, ela, naturalmente, não deve estar, pois, sozinho, não poderia suscitá-la, e sustentá-la sem ajuda, se tentasse fazê-lo, não conseguiria.

Antes de caminharmos para um confronto que até pode ser evitado, deixo aqui o meu EDIFICAR; e em seguida, que fique também grafado neste espaço, que virtual não há de ser, um axioma; ou até dois, para melhor se acomodarem ao texto e entre si, dividirem apoio.

O meu EDIFICAR que só meu não há de ser, pois, a uma só pessoa não pode pertencer, não se funda em religião, não se vincula a nenhuma escola filosófica, tão somente não ultrapassa as estremas da sua própria semântica.

EDIFICAR é construir, é elevar, é conduzir ao alento, é nos induzir aos sentimentos que possam nos dar conforto, que possam nos infundir inclinações para a ética, e, sobretudo, que possam nos deixar apaziguado com nós mesmos. Aos axiomas vamos:

A - A um ente, damos-lhe a designação - valor - quando ele é digno de ser por si mesmo; também a uma ação digna de ser realizada, atribuímos-lhe o mesmo nome, valor.

B - Há valores absolutos e perenes que sustentam, ou, deveriam sustentar o ente humano, logo, a própria sociedade por eles, há de ser sustentada.

Quanto a estes valores, ao seguirmos ditames pedagógicos bem fundamentados, podemos listá-los de forma ordenada, contudo, não fecharemos a lista, pois estanque ela não há de ser; assim, abaixo, estão os dez grupos principais DOS VALORES ABSOLUTOS E PERENES; cada um representando o centro de uma grande constelação que comporta centenas e centenas de outros tantos valores... E a frente de cada grupo, encontra-se o seu componente principal. Ei-los:

A - Valores religiosos - O Sagrado;

B - Valores ónticos - O Ser;

C - Valores pessoas - A Pessoa;

D - Valores somáticos - O Corpo;

E - Valores sociais - A Família;

F - Valores noéticos - A Verdade;

G - Valores morais - A Bondade;

H - Valores culturais - A Cultura;

I - Valores estéticos - A Beleza;

J - Valores econômicos - O Trabalho;

 

Voltemos ao primeiro parágrafo, ou antes, a partir dele, continuemos: "A literatura que fere um ou mais destes valores, é imprestável para aqueles que querem prestar..." Assim, depois deste terceiro axioma, que se funda nos dois anteriores, não há discussão, ou só haveria entre aqueles que não se apoiam naquela inicial definição, ou seja, "A literatura deve promover pela sua própria essência, a edificação daqueles que com ela se deparam”.

Estes VALORES, urgentemente, a sociedade devemos cultivar para que possamos colher os frutos que sustentam a nossa própria homeostase.

 

 * - O valor sempre florescerá

 

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar