Vaga-lume

 

Que desejas tu, pobre pirilampo

Vagando a esmo na escura noite?

Não te causa temor o vasto campo?

Dos ásperos ramos não temes o açoite?

 

         És incauto! Não te assusta o relampo?

         Ataste as asas antes do sonoite?

         Grandes surpresas há, por este escampo!

         Anda, procura tu o teu pernoite.

 

                   Tu passas por um cínico entre arbustos.

                   Ingênuo lumeeiro, desilude!

                   Tu procuras em vão alados justos.

 

                            Vaga-lume tu queres a virtude?

                            Apaga tu teu lume, poupa custos,

                            Espera o Sol e vai, muda a atitude.



PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


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