Eu quero ir...


Dispondo deste pequeno objeto literário, o autor promove um aparente e ingênuo confronto entre os verbos IR e SER; a ser assim, a ser confronto, pequeno, é melhor que não seja; a ser ingênuo, grande, a nenhum lugar irá...  

 

Eu vim, não para ficar, pois devo ir!

- Ir para onde?

Estou a decidir!

- Mas, antes de ir, deve ser!

Mas, já fui!

- Foi de ter ido, ou, de ter sido?

Não, não sei! Ou antes, sei que antes, eu fora!

- Mas, não mais é, ou, foi antes de ter feito algo?

Não, não sei! Fica mais certo que eu lhe interrogue:

E seu eu fosse?

- A ir, ou a ser?

Não, não sei! Ficará mais certo se eu disser:

Quando eu for!

- Está a desejar ser, ou irá a algum lugar?

Que agonia!

O meu querer não basta!

A ser assim, penso:

Se antes, puder ser, em seguida, poderei ir...

 

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


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